A carta do CEO que expôs a fraqueza da maioria das empresas para 2026
Entenda os bastidores da carta de Fábio Scabeni (CEO da VIASOFT) que expôs a crise de liderança para 2026 e descubra como a virtude moral de dono e a disciplina de execução se tornaram os únicos caminhos para a sobrevivência operacional.
- Fernanda Zancanaro
- 5 minutos
2 de janeiro de 2026. Enquanto a maior parte das empresas ainda estava no modo “feliz ano novo”, Fábio Scabeni, CEO do Grupo VIASOFT, enviou uma carta aos líderes da companhia. Não era um comunicado corporativo. Nem aquele texto motivacional genérico de início de ano. Era diferente.
A carta começava com uma frase direta:
“2026 não será um ano fácil. Digo mais: talvez seja o mais desafiador da história recente da carreira de muitos gestores.”
Segundo os líderes da VIASOFT, Scabeni faz isso todo ano: escreve uma carta franca, sem filtro, sobre o que espera do time de liderança. Mas a de 2026 veio com um tom diferente, de quem avisa sobre algo que ainda não apareceu nos relatórios de mercado.
O que ninguém tem coragem de dizer
Na carta, Scabeni não economiza palavras. Ele fala de concorrentes tradicionais “operando por inércia”. De lideranças “entediadas”. De estruturas que dependem de heróis. E de empresas que sofrem do que chama de “falência operacional causada por fornecedores que pararam no tempo.”
Segundo ele, 2026 vai separar empresas com estrutura de escala, capital e liderança daquelas que só continuam funcionando por força de vontade. “Não por falta de tecnologia, mas por excesso de cansaço”, escreve.
É um diagnóstico duro. Mas não parece exagerado quando se olha o contexto: inteligência artificial acelerando rupturas, reforma tributária adicionando camadas de complexidade, e um mercado que não perdoa a quem reage devagar. Scabeni escreve que a IA é “intolerante” e que a reforma tributária vem para “desgastar ainda mais quem já cansou de lidar com mudanças regulatórias, regras e complexidade.”
O ponto mais exigente começa aqui. Porque quando um CEO fala abertamente sobre “lideranças entediadas” e “estruturas dependentes de heróis”, ele não está apenas descrevendo concorrentes. Está fazendo um alerta interno. Está dizendo: isso pode acontecer com qualquer empresa, e não podemos permitir que aconteça na nossa.
A orientação que gerou polêmica
Ao mencionar que empresas estão sofrendo de “falência operacional causada por fornecedores que pararam no tempo”, Scabeni escreve que muitos decisores vão procurar a VIASOFT tentando escapar desses fornecedores em crise. E então deixa claro:
“Não vamos rejeitar ninguém. Mas não existe vaidade maior do que achar que dá para atender tudo e todos. A VIASOFT vai priorizar. Vai escolher com quem trabalhar. E os critérios são diretos: empresas com alto potencial, ambição declarada de serem referência, lideradas por gente que tem sede de vencer, disciplina para executar e coragem para jogar entre os melhores.”
É um posicionamento arriscado. Na maioria das empresas, o discurso seria o oposto: “estamos prontos para atender todo tipo de cliente”. Mas Scabeni aceitou o risco de soar arrogante para garantir que os líderes do Grupo VIASOFT saibam exatamente o que a empresa almeja para 2026.
O recado direto aos líderes (e aqui fica pessoal)
Depois de traçar o cenário e definir as escolhas estratégicas, a carta fica mais direta. Mais pessoal.
“Cada líder da VIASOFT só permanece líder se demonstrar, nas decisões e nas ações, virtude moral de dono.”
Virtude moral de dono. Não é jargão corporativo. É uma expressão que carrega peso. Na carta, Scabeni explica o que isso significa: resolver problemas, desenvolver gente, proteger a cultura, entregar resultado. E então arremata: “O resto é pose.”
Não há espaço para ambiguidade. Não tem meio-termo. É uma regra clara de permanência.
Esse trecho, por si só, denuncia as lideranças – mais comuns que a maioria dos CEOs gostaria de admitir – que se esforçam para proteger sua própria imagem e cargo. Profissionais que, às custas da organização, deixam desempenho e resultados em segundo plano.
Sem precisar mencionar metas e indicadores, Scabeni deixa claro sobre o que se espera das lideranças da empresa, e ainda encerra a carta com uma frase que resume a missão:
“Fazer com que cada empresa que confia na VIASOFT opere melhor, decida melhor e vença mais do que aquelas que apostam em nossos concorrentes.”
É uma exigência forte e, agora, pública.
E agora?
A carta de Scabeni levanta um ponto importante de discussão entre diretores brasileiros: como garantir que o impacto das palavras se converta em verdadeira ação?
Quando o dia a dia aperta e as urgências se acumulam, uma carta como essa tem real influência para que lideranças mantenham foco em resultados?
Questionada sobre isso, a Diretora de Pessoas e Operações, Flávia de Sá, observa que “O sucesso depende de dois fatores. É preciso deixar claro o que se espera das lideranças, mas uma cultura de resultados só se mantém com método e rotina de gestão.”
A Diretora compartilha um conhecimento valioso e pouco praticado: alinhamento coloca todo mundo no jogo, mas é a rotina que sustenta a execução. Na prática, ela salienta que quem busca resultados audaciosos para 2026, precisa começar o ano com foco na gestão de pessoas e performance.
No Grupo VIASOFT, as palavras da carta de Scabeni são convertidas em ações através do VIASOFT Voors, sua própria solução de gestão de pessoas e performance. A plataforma é utilizada por players que prezam pela execução de objetivos com rotina e disciplina, como o Grupo Muffato e a Rede Koch de supermercados.
Sobre o Voors
Gestão de pessoas e performance para líderes que sabem que boa intenção não paga conta. Para quem entende que, entre o discurso de janeiro e o resultado de dezembro, existe trabalho, disciplina e execução.
Carta aberta aos líderes na íntegra
“Líderes do Grupo VIASOFT,
2026 não será um ano fácil. Digo mais: talvez seja o mais desafiador da história recente da carreira de muitos gestores. O mundo da gestão empresarial entrará em um novo ciclo, marcado por rupturas rápidas, profundas e, em boa parte, ainda inimagináveis. E quando essas mudanças chegarem, não vão bater na porta. Vão arrombar. E exigirão das empresas uma redefinição completa na forma de operar, decidir e competir.
Nesse cenário, contar com um parceiro estratégico forte, que sustente a gestão com ERP, BI, CRM e HCM de forma integrada, confiável e evolutiva, não será mais um diferencial. Vai ser condição mínima para seguir no jogo. É exatamente aqui que a VIASOFT se posiciona.
Ao longo de 2026, o mercado de fornecedores de software de gestão vai separar quem tem estrutura, capital e liderança de quem apenas operava por inércia. Veremos muitos dos nossos concorrentes tradicionais, que hoje atendem milhares de empresas, repensando sua continuidade. Não por falta de tecnologia, mas por excesso de cansaço. Lideranças entediadas, estruturas dependentes de heróis, ausência de sucessão, cultura engessada em indivíduos. A conta chegou. A inteligência artificial é intolerante e a reforma tributária vem para desgastar ainda mais quem já cansou de lidar com mudanças regulatórias, regras e complexidade.
A VIASOFT entra nesse novo ciclo como uma das escolhas mais inteligentes para empresas que buscarão um novo fornecedor e parceiro. Muitos decisores vão nos procurar tentando escapar da falência operacional causada por fornecedores que pararam no tempo. Não vamos rejeitar ninguém. Mas não existe vaidade maior do que achar que dá para atender tudo e todos. Diante da alta demanda, nossa responsabilidade é foco. Vamos priorizar empresas com alto potencial e ambição declarada de serem referência em seus setores, negócios liderados por gente que tem sede de vencer, disciplina para executar e coragem para jogar entre os melhores. É com esse tipo de empresa que a VIASOFT continuará caminhando.
Assim como estou convicto de que o ano trará grandes desafios, também acredito que 2026 tem tudo para ser o nosso melhor ano. Entramos neste novo ciclo com uma combinação rara e poderosa: lideranças jovens, engajadas, que sabem onde querem chegar, somadas à maturidade de líderes veteranos que já atravessaram crises, rupturas e transformações radicais. Essa mescla nos dá velocidade com responsabilidade, ousadia com lucidez.
Do lado dos produtos, entramos em 2026 com todas as soluções remodeladas, atualizadas e conectadas à nova lógica de gestão. Colocamos em campo soluções reais de Inteligência Artificial que geram vantagem competitiva concreta, testadas, validadas e já operando em dezenas de clientes. E mais: já iniciamos a reconfiguração silenciosa do jeito de fazer gestão nas empresas. Estamos alguns passos à frente da consciência média do mercado, e é justamente esse intervalo entre o que já fazemos e o que a maioria ainda nem sabe que precisa que definirá a próxima curva de liderança.
É aqui que nossa responsabilidade se eleva. Tecnologia é meio, não fim. Inteligência artificial é ferramenta para ampliar capacidade, não atalho para fugir do método. Velocidade sem direção gera retrabalho, custo e desgaste.
Cada líder da VIASOFT só permanece líder se demonstrar, nas decisões e nas ações, virtude moral de dono. Isso significa resolver problemas, desenvolver gente, proteger a cultura e entregar resultado. O resto é pose.
O mercado vai continuar pressionando. O cliente vai continuar sendo exigido. E, por consequência, exigente. É assim que tem que ser. Quem joga esse jogo precisa de clareza, disciplina e senso de dono.
2026 virá carregado de ruído. E foco será um ativo estratégico. O nosso é inegociável: fazer com que cada empresa que confia na VIASOFT opere melhor, decida melhor e vença mais do que aquelas que apostam em nossos concorrentes.
Em 2026, avançamos mais rápido para proteger quem confia em nós.”
Fábio Scabeni
CEO do Grupo VIASOFT
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O alinhamento coloca o time no jogo, mas é a rotina que sustenta a execução. Não deixe os objetivos da sua empresa reféns da força de vontade. Utilize o Voors, a plataforma de gestão de performance escolhida por gigantes como Grupo Muffato para transformar metas em disciplina diária.