VIASOFT cria diretoria de Inteligência Humana e faz alerta ao mercado na era da IA
Referência em IA aplicada à gestão com foco em resultado, a VIASOFT cria nova diretoria e reforça um alerta ao mercado: quanto mais inteligente a tecnologia, maior a exigência sobre a inteligência humana.
- Grupo VIASOFT
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Enquanto empresas aceleram investimentos em inteligência artificial, o Grupo VIASOFT decidiu colocar outra discussão no mesmo nível de importância: a qualidade da inteligência humana responsável por transformar tecnologia em decisão, execução e resultado.
A companhia anunciou a criação da Diretoria de Inteligência Humana e Performance, nova estrutura que terá como missão elevar a capacidade da organização de pensar, decidir, liderar e executar.
O anúncio foi feito pelo CEO Fábio Scabeni, no dia 3 de setembro, durante um encontro com 48 lideranças do grupo.
A nova diretoria será comandada pela executiva Flávia de Sá, que deixa a Diretoria de Operações para assumir a função.
Para Scabeni, o movimento não representa uma simples mudança de nomenclatura.
“Não estamos trocando uma placa. Estamos estabelecendo uma tese.”
Quanto mais IA, maior a exigência sobre o humano
CEO de uma companhia que vem incorporando inteligência artificial aos seus produtos e à própria gestão, Scabeni também é autor do livro Entre a Vida e a Inteligência Artificial.
Segundo ele, quanto mais avança no uso da tecnologia, mais clara se torna uma conclusão.
“Quanto mais estudo e aplico inteligência artificial, mais percebo que nunca precisamos tanto de inteligência humana.”
A tese parte de uma mudança estrutural.
A inteligência artificial amplia drasticamente a capacidade de análise, processamento, previsão, automação e tomada de decisão das empresas. Mas o acesso à tecnologia tende a se democratizar.
Nesse cenário, possuir IA deixa gradualmente de ser vantagem suficiente.
A diferença passa a estar na qualidade de quem define os problemas, interpreta cenários, estabelece prioridades, toma decisões e responde pelos resultados.
“Tecnologia não substitui discernimento. Ela amplia capacidade. E quanto maior a capacidade colocada à disposição de uma organização, maior também é a responsabilidade de quem decide como utilizá-la”, afirma Scabeni.
A discussão encontra respaldo em pesquisas recentes. Em estudo publicado em 2026, a McKinsey chamou atenção para o componente humano como um dos pontos cegos da corrida pela inteligência artificial, destacando desafios relacionados a modelo operacional, mudança organizacional e desenvolvimento de capacidades para transformar investimentos em IA em resultado efetivo.
Para Scabeni, é justamente nesse ponto que muitas organizações podem errar.
“Existe um risco de tratarmos inteligência artificial como uma corrida exclusivamente tecnológica. Não é. O desafio também é de gestão, liderança e capacidade organizacional.”
Por que Inteligência Humana e Performance
A escolha da palavra performance na nova diretoria é intencional.
A VIASOFT pretende conectar desenvolvimento humano diretamente à capacidade de entrega da organização.
“Inteligência sem resultado corre o risco de virar abstração. Conhecimento sem aplicação tem pouco valor empresarial. Talento sem entrega é apenas potencial. E liderança sem accountability é apenas posição hierárquica”, afirma Scabeni.
A nova estrutura terá entre seus focos o desenvolvimento das lideranças, a qualidade das decisões, a densidade de talentos, sucessão, arquitetura organizacional e a combinação entre capacidade humana e inteligência artificial.
Um dos pontos centrais será justamente transformar os ganhos proporcionados pela tecnologia em performance empresarial.
“Automatizar não significa necessariamente produzir mais resultado. A IA pode liberar capacidade, aumentar velocidade e reduzir erros. Mas alguém precisa converter isso em produtividade, margem, crescimento ou qualidade. Esse continua sendo um problema de gestão.”
O alerta ao mercado
A criação da Diretoria de Inteligência Humana e Performance não representa uma oposição à inteligência artificial.
A VIASOFT pretende continuar avançando no uso da tecnologia.
O movimento parte justamente da convicção de que empresas mais intensivas em IA precisarão ser também mais exigentes com a qualidade de suas lideranças e de suas decisões.
“Não acredito em colocar inteligência humana e artificial em lados opostos. A empresa que vencerá essa transformação será aquela que conseguir construir a melhor combinação entre as duas.”
Para Scabeni, o debate sobre o futuro das empresas não deveria se limitar a quais modelos de IA serão utilizados, quanto será automatizado ou quantos agentes serão implantados.
A pergunta estratégica é outra.
Que qualidade de organização será construída sobre toda essa capacidade tecnológica?
É nesse ponto que está o alerta por trás da nova diretoria.
“Quanto mais poder entregamos à tecnologia, mais importantes se tornam julgamento, responsabilidade, coragem para decidir e capacidade de responder pelo resultado.”
Scabeni resume a tese que levou o Grupo VIASOFT à criação da nova estrutura:
“Quanto mais inteligentes forem as máquinas, maior será a responsabilidade humana, e mais accountable precisaremos nos tornar.”